quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O CRISTÃO E A CULTURA

Muito se discute sobre a relação entre a cultura e a religião. Teriam os jesuítas interferido na cultura dos índios ao chegarem no Brasil? Até que ponto a religião deve influenciar os costumes de um povo e suas manifestações culturais? Sendo mais específico, até que ponto o Cristianismo deve influenciar na cultura e até que ponto e certo ou errada a participação de cristãos em certas manifestações culturais?

Partindo do conceito de cultura, do latim colere, que significa cultivar e segundo Edward B. Tylor, cultura é “aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro da sociedade.” Penso que o fato do pecado ter entrado no mundo, desde o Gênesis, deturpou e deformou o comportamento do homem. Assim, a cultura, como este complexo acima sitado, em alguns aspectos é influenciada por nossa natureza pecaminosa e inclinada para o mal.

De um modo geral, vejo que o cristão tem um papel fundamental de apresentar as verdades do Evangelho, afim de mostrar que alguns dos costumes e práticas da nossa cultura são inadequados. Mas isso não deve ser feito como uma "Santa inquisição" onde nós como donos da verdade apontamos os erros alheios. Devemos pregar o Evangelho lembrando que o Espírito Santo convence do pecado, da justiça e do juízo. Vamos tentar exemplificar com alguns casos da nossa cultura para que fique mais claro.

Em nossa cultura temos alguns costumes que são errados do ponto de vista bíblico. Um destes costumes é o fato de tentarmos levar vantagem sobre tudo e sempre tentar dar "um jeitinho brasileiro" aos problemas e atividades que nos são propostos. Burlar, falsificar, furar a fila, sonegar, tudo isso já faz parte da nossa cultura e muitas vezes nem nos damos conta. Mas a bíblia é muito clara: Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai (Filipenses 4:8). Fiz questão de selecionar este texto, pois ele não vem proibindo nada, mas recomendando que as coisas honestas ocupem os nossos pensamentos. Agindo assim, iríamos contra a cultura do jeitinho brasileiro e da falta de honestidade que tanto vem prejudicando nossa gente.

Um outro elemento da cultura que é muito influenciado pelo pecado, são as manifestações folclóricas. Algumas festas de época, por exemplo o São João, vêm carregadas de idolatria. Outras, como o carnaval, vem regadas à todo tipo de pensamento imoral, perversão sexual, uso de drogas e consumo excessivo de álcool. Não vejo as manifestações folclóricas como um pecado, mas o pecado como um elemento que algumas vezes está ligado ao folclore e outros elementos da nossa cultura.

Mas como o cristão deve agir, uma vez que a humanidade e consequentemente a cultura, estão fortemente associadas ao pecado? Faremos passeatas pedindo o fim do São João, carnaval e dos furos nas filas do terminal de integração? Imaginem uma passeata onde nós, crentes, pediríamos o fim do jeitinho brasileiro. Acho que o caminho não é este. Acredito que temos a responsabilidade de colocar a humanidade no rumo certo. E o rumo certo é a salvação. Não precisamos de passeatas e nem sair por aí apontando os erros e falas das pessoas. O que devemos realmente fazer é apresentar a mensagem de salvação. Uma vez convertidos, verdadeiramente, o Espírito Santo fará a boa obra e mudará as mentes, corações e pensamentos das pessoas. Mudando as pessoas, consequentemente influenciamos na cultura.

Sei que muita gente discute se os cristãos devem ou não participar de festas populares e manifestações folclóricas. Na minha opinião, não há nada que proíba o indivíduo de participar, mas devemos lembrar que as escrituras sagradas devem ser a lâmpada dos nossos pés e a luz dos nossos caminhos. Em outras palavras, os nossos pés devem andar por onde a palavra de Deus nos orientar. Assim, antes de sair de casa, antes de falar qualquer coisa, ou escrever, avalie segundo a Palavra de Deus. Procure conhecer a origem daquela festa ou manifestação folclórica e busque a orientação do Espírito Santo que mora em você.

No mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder.

Deus abençoe a todos
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sexta-feira, 7 de junho de 2013

O BRASIL PRECISA ENTENDER QUE É POR MEIO DA EDUCAÇÃO E NÃO DA MEGA-SENA QUE SE MUDA DE VIDA

Hoje vou falar de um tema que não costumo escrever aqui no meu blog. Mas acho que vale apena expressar meu ponto de vista, se de alguma forma ele puder influenciar alguém a pensar de forma diferente alguns conceitos, ou simplesmente ler e discordar do que eu falarei.  Assim, se você discordar do que vou falar aqui, por favor, deixe seu comentário. Ficarei feliz em apreciar seu ponto de vista e aprender com ele. Bem, o tema de hoje é um pequeno trecho do relatório que enviei à FAPEMA na prestação de contas de um auxílio que eles me concederam para participação em um evento. Assim, o texto está entre aspas.

" [...] Participando da 36ª reunião da SBQ, tive a oportunidade de conversar com alguns pesquisadores de outros estados e nestas conversas pude notar que a pesquisa em nosso país vai muito bem. Temos cada vez mais recursos, cada vez mais artigos publicados e cada vez cresce mais o número de doutores e mestres formados em nossas instituições. Mas o que pude perceber é que muitas destas pesquisas vêm sendo conduzidas sem conexão com o ensino. Assim, temos trabalhos brilhantes, mas tão específicos que acabam fazendo sentido apenas para uma pequena parcela da comunidade acadêmica. Outros pesquisadores, sequer conseguem compreender os aspectos metodológicos e práticos do desenvolvimento destas pesquisas. Pois enquanto a pesquisa vem dando passos cada vez mais largos, o ensino ainda caminha lentamente e não consegue acompanhar este desenvolvimento.
O ideal seria que em nossas IES tivéssemos a oportunidade de aproximar cada vez mais ensino e pesquisa. Num ambiente onde as pesquisas desenvolvidas pudessem ser apreciadas por todos e discutidas por todos. Além disso, a pesquisa deve puxar o desenvolvimento do ensino apresentando novos desafios e aspectos empíricos a serem interpretados e explicados pelas teorias já existentes. Vejo que o fazer ciência não pode deixar esta questão de lado. Pois se continuarmos assim, nossas pesquisas não farão sentido para outros pesquisadores e, o que é pior, o interesse pela ciência tenderá a diminuir cada vez mais nas camadas menos privilegiadas da sociedade. Assim, é preciso fazer pesquisa para suprir a necessidade do nosso povo. Tanto as necessidades de alimentos e saúde, quanto a necessidade de desenvolver um pensamento crítico. Nós, enquanto pesquisadores, somos os responsáveis por levar à nossa gente a esperança de que é por meio da educação e não do “jeitinho brasileiro”, ou malandragens, ou da mega-sena que se muda de vida [...]"

Um grande abraço.

Deus abençoe a todos.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

SIMÃO, O ILUSIONISTA ILUDIDO


A bíblia é repleta de textos e expressões que parecem antagônicas, mas que tem um único sentido e a mesma direção. Este sentido e direção levam-nos a vida plena e abundante de paz com Deus. Jesus usou muitas destas expressões quando disse: Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á (Mateus 16:25). Outro texto interessante que mostra expressões antagônicas é quando o apóstolo Paulo diz: Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; (1 Coríntios 1:27-28). O que é legal nestas passagens é perceber que o antagonismo de Deus revela sua sabedoria e a mensagem dos textos bíblicos fazem todo sentido para nossas vidas.

O problema é quando nos deparamos com outro tipo de antagonismo. Não o das Escrituras Sagradas e sim aquele referente à nossa natureza (carne x espírito). É preciso encarar que esta batalha existe dentro de nós e é preciso levá-la a sério. O texto de Atos 8:5-25 conta a história de um cara chamado Simão que viveu este conflito. Ele era ilusionista e já havia enganado muita gente em Samaria com seus truques. Mas num belo dia Felipe pregou, ele se converteu e passou a seguir Felipe. Pedro e João estavam em Samaria e impunham as mãos sobre os convertidos para que recebessem o Espírito Santo. Nesta hora Simão viu que poderia tirar proveito daquela situação e ofereceu dinheiro aos apóstolos para que ele também tivesse o dom de impor as mãos sobre as pessoas e elas recebessem o Espírito Santo. Mas Pedro é até duro com ele e diz que não se pode comprar as coisas de Deus. Simão fica temeroso e pede a Pedro que ore a Deus para que tenha misericórdia da sua vida.

É interessante notar que Simão era um cara que se dizia cristão. E creu até o próprio Simão; e, sendo batizado, ficou de contínuo com Filipe; e, vendo os sinais e as grandes maravilhas que se faziam, estava atônito (Atos 8:13). O texto nos revela que Simão estava maravilhado com o que via da parte de Deus na vida e Felipe. Aqueles sinais e maravilhas enchiam os olhos daquele homem. Tudo tão novo, poderoso e diferente das mentiras que ele vivia até então. Muitas vezes estamos na mesma condição de Simão, maravilhados e atônitos com o poder de Deus revelado nas vidas das pessoas ao nosso redor. Seguimos um pastor, um professor, um artista gospel, uma banda ou um ministério, por que achamos ter neles algum tipo de virtude vinda de Deus. Muitas vezes procuramos nos elementos externos aquilo que podemos achar dentro de nós. Porque eis que o reino de Deus está dentro de vós (Lucas 17:21). Não é nos outros que encontraremos as virtudes de Deus, pois ele está disposto a se revelar a você em sua própria vida. Mas pra isso você precisa se despojar de si mesmo e deixar o Espírito Santo controlar sua vida.

Outro aspecto da vida de Simão que se assemelha à nossa é o fato de sempre acharmos que podemos fazer alguma coisa para barganhar as virtudes e bênçãos de Deus. Vendo Simão que o Espírito era dado com a imposição das mãos dos apóstolos, ofereceu-lhes dinheiro e disse: "Dêem-me também este poder, para que a pessoa sobre quem eu impuser as mãos receba o Espírito Santo" (Atos 8:18-19). Simão sabia que poderia tirar proveito daquela situação. Afinal de contas ele já havia enganado muitos sem ter o verdadeiro poder, imagina agora que tem a oportunidade de impor as mãos e as pessoas receberem o Espirito Santo. Não sei se ele fez as contas, mas deve ter imaginado que desse pra lucrar bastante em cima daquele investimento. “Eu ofereço 500 reais aos apóstolos pelo dom e cobro 50 reais das pessoas pelo espírito... acho que em alguns meses terei lucrado bastante.” Ele pode não ter feito, mas nós fazemos todos os dias. Damos o dízimo e esperamos a bênção, fazemos a campanha de 100 dias de oração e esperamos respostas, procuramos essa ou aquela maneira de conseguir a bênção de Deus. Não há nada que possamos fazer é tudo fruto da Graça de Deus. A maior bênção que podemos receber ele já nos deu, a salvação. Se Simão tivesse se dado conta disso, nunca teria oferecido dinheiro aos apóstolos, pois já estaria satisfeito com o que tinha. Nunca estamos satisfeitos, pois ainda não nos demos conta que não precisamos de mais nada.

O fato é que somos cristãos, mas ainda vivemos como Simão. Estamos presos pelo pecado e precisamos nos arrepender todos os dias das nossas falhas. Se não tivermos o coração reto diante de Deus, não teremos parte no seu ministério. Estaremos maravilhados e iludidos, achando que de alguma maneira conseguiremos barganhar nossas bênçãos, assim como Simão. “Você não tem parte nem direito algum neste ministério, porque o seu coração não é reto diante de Deus. Arrependa-se dessa maldade e ore ao Senhor. Talvez ele lhe perdoe tal pensamento do seu coração, pois vejo que você está cheio de amargura e preso pelo pecado (Atos 8:21-23)”. Pedro deixa claro que Deus não pode ser comprado e que a salvação depende do nosso coração estar ou não nas mãos do Senhor. Ou somos cristãos, ou não somos. Não dá pra viver uma vida cristã antagônica entre o que aparentamos ser e aquilo que realmente somos.

Que sejamos inocentes e sábios ao ponto de escolhermos não pecar.

Deus abençoe a todos.

sábado, 20 de abril de 2013

LIÇÕES DO ZÉ NA CASA DE POTIFAR

Gosto muito das histórias da bíblia. As narrativas são muito interessantes e cheias de ação. Em algumas temos romances, outras aventuras, milagres e principalmente vida. Gosto das lições que estas histórias nos trazem. Lições ricas e que nos dão as condições de perseverar até o fim da nossa carreira. Umas das histórias mais legais da bíblia, na minha opinião, é a de José no Egito. E é sobre um trecho desta história que quero escrever neste post.

Gênesis 39 conta a história de José na casa de Potifar. Resumindo, José foi vendido por seus irmãos a um grupo de comerciantes ismaelitas e Potifar, oficial de faraó, o comprou e fez dele o mordomo da casa. José cuidava de tudo na casa, de modo que Potifar só sabia do pão que comia. A mulher de Potifar se engraçou por José, um cara bonito e de bom porte. Mas ele resistiu, até que um dia ela o puxou pela roupa e tentou seduzi-lo. Porém, ele fugiu e suas roupas ficaram com ela. A mulher enfurecida por ter sido rejeitada começou a gritar e acusar José de assedio. Não deu outra, José foi preso e viveu feliz para sempre.

Algumas vezes nos deparamos com situações em que o Diabo nos apresenta tentações e somos levados ao pecado. Outra situação é quando Deus nos coloca alguns mandamento e, sem interferência nenhuma do Diabo, nós tropeçamos. Deixe-me explicar melhor. Deus nos deixa alguns mandamentos que algumas vezes são tropeços em nossas vidas por não obedecermos. Um exemplo foi Jonas. Deveria pregar pregar ao povo de Nínive e não foi. Outro exemplo foi Moisés, que deveria tocar na pedra para que saísse água e deu um golpe na rocha. E tanto na primeira, quanto na segunda situação nós damos desculpas esfarrapadas na tentativa de justificar o nosso erro. Não procuramos o arrependimento e sim uma justificativa para continuarmos pecando sem carregar o peso da consciência.

A história de José, que aparentemente tem um final triste, nos mostra algumas lições importantes quanto ao modo como deveríamos nos comportar não importa em que situação nos encontremos. 

A primeira lição que José nos deixa é que se somos cristãos, não importa onde estejamos temos que fazer diferença. Precisamos ser luz e sal. No Egito, ninguém conhecia Deus, ninguém diria a José: "Você não pode fazer isso, pois você é crente". Mas José não usou isso com desculpa para cair na gandaia e vier dissolutamente. E olha que ele até tinha motivos: só tinha 17 anos, foi vendido pelos irmãos, estava longe dos olhos acusadores da igreja, ou da proteção dos pais. Além disso, começou a trabalhar pra Potifar e virou logo chefe. Qualquer um de nós diria: agora sim, posso fazer o que me der na telha. Mas José escolheu fazer a vontade de Deus. E Deus estava com ele. E isso fez de José um cara bem sucedido. Vendo, pois, o seu senhor que o SENHOR estava com ele, e tudo o que fazia o SENHOR prosperava em sua mão,José achou graça em seus olhos, e servia-o; e ele o pôs sobre a sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha (Gênesis 39:3-4). José fez diferença na casa de Potifar. E nós? Será que nossos pais, professores, chefes confiariam em nós, assim como Potifar confiou em José? Ou andamos tão alheios à vontade de Deus que Ele nem é conhecido por quem nos rodeia em nossos grupos sociais?

Outra grande lição que podemos aprender é que José não teve dificuldade em se posicionar de forma contrária ao pecado. Em outras palavras, ele não teve dificuldade em escolher o lado certo. José não tropeçou no mandamento de Deus quando a mulher de Potifar o assediou. Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como pois faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus (Gênesis 39:9)? Ele sabia que aquele pecado antes de tudo desagradaria o Senhor. Às vezes temos dificuldade com as coisas que deveriam ser normais para nós. José disse: "Como eu conseguiria cometer tamanha maldade?" Em algumas situações temos dificuldades em obedecer a Deus e fazer a sua vontade. Ser honesto, justo, humilde, perdoar, ajudar ao próximo, não mentir, testemunhar, usar os dons espirituais, etc. Estas coisas não deveriam ser um problema para nós. A questão é: Será que estamos tropeçando nas coisas que Deus deixou?

A ultima lição que aprendemos com José nesta história é que algumas vezes não conseguiremos resistir. Nestas horas precisamos ter a sábia atitude de José, fugir. E aconteceu que, falando ela cada dia a José, e não lhe dando ele ouvidos, para deitar-se com ela, e estar com ela, sucedeu num certo dia que ele veio à casa para fazer seu serviço; e nenhum dos da casa estava ali; E ela lhe pegou pela sua roupa, dizendo: Deita-te comigo. E ele deixou a sua roupa na mão dela, e fugiu, e saiu para fora (Gênesis 39:10-12). O texto mostra que constantemente ela o assediava e ele resistia. Mas uma vez ela o "pegou de jeito". José não pensou duas vezes, saiu correndo e deixou aquela mulher sozinha com suas roupas. José resistiu o quanto pode e quando não pode mais, fugiu. Algumas vezes não estamos nem resistindo e muito menos fugindo. Pelo contrário, criamos as condições favoráveis para que o pecado aconteça e nos deixamos levar por nossa natureza inclinada para o erro.

Depois disso José foi preso e Deus o fez prosperar mesmo na cadeia. Não se preocupe se a sua obediência a Deus lhe levar aos piores lugares. Por obedecer a Deus, muitos lhe chamarão de alienado, ou de cego. Quantas vezes José deve ter sido chamado de "Zé mané" pelos outros empregados de Potifar por não ficar com a mulher do chefe? Não sei, mas pode acontecer com você todos os dias por se dizer cristão. Se realmente estivermos dispostos a fazer a vontade de Deus ele será fiel conosco, seja na casa de Potifar, seja na cadeia. Se José não fosse preso talvez nunca chegasse a ser governador do Egito. Então, obedeça ao Senhor e confie na Sua fidelidade.

Deus abençoe a todos.

Marcos Moura.

terça-feira, 9 de abril de 2013

A VERDADEIRA RELIGIÃO

Há quem diga que política, futebol e religião são temas que não se pode discutir sem que haja algum tipo de discordância ou mesmo um conflito ideológico. Bem, vou tentar falar de religião neste post a luz do que venho aprendendo com Jesus desde a minha infância. Assim, acho que temos a oportunidade de discutir e tentar entender o que é a verdadeira religião.

Quando lemos a história de Jesus, contada nos quatro Evangelhos, notamos que há um certo combate aos religiosos da época. Jesus sempre esteve muito mais preocupado com o coração das pessoas do que com a sua religião. É incrível perceber que sempre que era questionado por um religioso (fariseu), Ele dava respostas aparentemente duras, mas que se fossem guardadas poderiam transformar a vida daqueles homens tão cheios de carência espiritual. Em outras palavras, Jesus queria mostrar que o homem não precisa de uma religião e sim da ação do Espírito Santo por meio da salvação. Só Deus pode preencher o vazio espiritual do homem e religião nenhuma é maior que Deus.

Em Mateus 22:35-39 Jesus é interrogado por um dos religiosos daquela época sobre qual seria o grande mandamento da lei de mosaica. É interessante como Cristo resume todos aqueles dez mandamentos em apenas dois, de igual valor. O primeiro é amar a Deus com todo o entendimento, coração e alma. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo (Mateus 22:39). Jesus equiparou os dois mandamentos pois sabia que uma das formas que temos de expressar o nosso amor a Deus é amando ao nosso próximo. Por isso a bíblia nos diz: Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu (1 João 4:20)? É justamente partindo deste ponto que tentaremos entender o que é a verdadeira religião.

As religiões são uma tentativa humana de suprir sua carência de espiritual. Deus criou o homem e o universo para o louvor da Sua Glória. Ele não criou nenhuma religião e disse: "sigam isto". O homem acha que pode fazer alguma coisa para ser salvo, por isso cria as religiões. Mas não há nada que possamos fazer para sermos salvos é tudo fruto da graça. Só precisamos ter fé. Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie (Efésios 2:8-9). Assim, não é pelo que comemos ou deixamos de comer, não é pelo que vestimos ou deixamos de vestir, não é pelo dia ou local de nossas reuniões e nem tão pouco pela denominação que temos que somos salvos.

Então, qual seria a verdeira religião?

Partindo do mandamento deixado por Jesus de amar ao próximo como a nós mesmos, creio que a verdadeira religião é cumprir este mandamento. Se formos capazes de exercer a caridade e amar aos nossos semelhantes seremos realmente religiosos que agradam a Deus. Acho que melhor do que se preocupar com as regras eclesiásticas desta ou daquela religião, é se preocupar com a quantidade de pessoas que passam necessidades nas ruas, hospitais e abrigos. Não consigo compreender que Cristianismo é este, onde igrejas constroem templos gigantescos, cheios de riquezas e glamour e ao mesmo tempo pessoas próximas dali não têm onde passar a noite. Acho que quando começarmos a fazer valer a bíblia como palavra de Deus começaremos a compreender o que diz Tiago: A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo (Tiago 1:27). Ser um religioso puro, aos olhos de Deus, é ter um coração disposto a amar ao próximo.

Mas lembrem-se: Religião não salva ninguém. 

É tempo de aceitar Jesus!

Deus abençoe a todos.

Marcos Moura

sexta-feira, 22 de março de 2013

COMBATENDO A FALSA ESPIRITUALIDADE EM NOSSAS IGREJAS


É muito bom participar do corpo de Cristo e ser edificado a cada encontro com as aulas da EBD. Tivemos uma conversa sobre a questão das falsas manifestações espirituais dentro da igreja. Temos visto sinais e prodígios, curas e maravilhas, homens que movem multidões quando sobem ao púlpito, cantores que com seus dons e talentos levam milhares de pessoas aos shows de adoração e louvor. Durante aquela aula fiquei me perguntando como podemos identificar em quais destas situações o uso do dom vem de Deus ou não? Como podemos combater as falsas doutrinas e as falsas manifestações espirituais no ceio da igreja? Vimos pelo menos três possíveis estratégias para se combater tal problema e é sobre elas que eu gostaria de falar aqui neste post.


Antes de falarmos da solução, precisamos entender de qual problema estamos tratando. No final do sermão da montanha Jesus dizia: Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Naquele dia muitos hão de dizer-me: Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade (Mateus 7:21-23). Estas palavras de Jesus são muito claras quanto a existência de pessoas manifestando dons sem que estejam sendo usadas pelo Espírito Santo. O que ocorre é uma falsificação espiritual de alguns membros da igreja. Pessoas cheias de poder, fazendo sinais e maravilhas em "nome de Jesus", mas que não são conhecidas por Ele. Na verdade, são lobos em pele de cordeiros. Estes indivíduos prestam um desserviço ao reino de Deus, pois no corpo de Cristo (a igreja) eles são como células cancerígenas que adoecem e matam o corpo. Tais pessoas precisam ser confrontadas e evangelizadas. Precisam se converter.



Outro problema que precisamos combater em nosso meio é a hipocrisia. A bíblia nos trás em Atos 5 a história Ananias e Safira. Eles venderam um terreno por um determinado valor, guardaram uma parte do dinheiro da venda e em seguida foram até Pedro com o restante da grana e entregaram na igreja como se aquele valor fosse tudo o que eles haviam conseguido com a venda. O problema não foi o quanto eles deram e sim a intensão pela qual eles depositaram aquele valor. Queriam ser vistos como os estimados irmãos que venderam tudo o que tinham e entregaram a serviço do reino. Muitos cristãos estão envolvidos na obra de Deus por motivos errados. Muitas vezes por vaidade, ou simplesmente para que sejam notados e tenham os seus egos massageados pelos elogios. Ou para que sejam vistos como pessoas espirituais e com um coração bom. O problema é que quando agimos assim, negligenciamos ou diminuímos a obra de Deus. Não somos verdadeiros em nossas ações. E apesar de parecer algo que fará um grande bem ao Reino de Deus, no final das contas trará prejuízos. Além do mais, assim como os falsos profetas, o fim daqueles que fazem a obra do Senhor com hipocrisia pode ser tão triste quanto o de Ananias e Safira, que morreram quando Pedro os revelou que já sabia da sua mentira.



Mas como podemos identificar combater a falsidade espiritual em nossas igrejas? 



A primeira estratégia é a leitura da palavra de Deus. Como combateremos as falsas doutrinas e os ensinamentos errados se não conhecemos a verdade? E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (João 8:32). Só conseguiremos identificar as falsas doutrinas se tivermos conhecimento da verdade. Muitas vezes somos cristãos a tanto tempo que nos limitamos a viver a vida cristã sem buscar a leitura da palavra de Deus. Como se as informações adquiridas até aqui nos fossem suficientes para caminharmos. Há um grande risco em não se ler constantemente as escrituras. Podemos nos perder em nossa caminhada. Pois em Salmo 119:105 nos diz que a palavra de Deus é como lâmpada para os nossos pés e luz em nossos caminhos. Ovelhas caminhando por caminhos escuros são alvos fáceis para os predadores. Cristão que não ler a palavra é facilmente levado por qualquer vento de doutrina.

A segunda estratégia é analisar os frutos produzidos por aqueles que desenvolvem os ministérios em nossas igrejas. Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos (Lucas 6:44). Muitas vezes nos enganamos por achar que pessoas capazes de realizar manifestações poderosas dentro da igreja são as mais espirituais. Mas não é o poder no exercício dos dons que garante altos níveis de maturidade e espiritualidade. A própria igreja de Corinto possuía em seu meio todos os tipos de dons, porém o apóstolo Paulo os chama de carnais e meninos da fé. Assim, não importa quanto poder estas pessoas demonstrem em nosso meio. O que precisamos atentar é para os seus testemunhos, pois o que vai garantir que os dons exercidos por elas vêm de Deus não é o dom em si e sim o fruto do Espírito nelas. O fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (Gálatas 5:22).


Por fim, acredito que o ultimo passo é nos sujeitarmos à autoridade do Espírito Santo que habita em nós. Devemos deixar de fazer as nossas vontades e passar a fazer a vontade de Deus. Se nos sujeitamos a autoridade do Espírito Santo podemos identificar, em nós, possíveis desvios. Muitas vezes procuramos identificar a hipocrisia em nossos irmãos, nas pessoas que estão ao nosso redor e nos esquecemos de fazer uma auto-análise. Identificar tais pecados em nós não é muito fácil, pois muitas vezes estes pecados caminham muito perto do limite entre o certo e o errado. Que mal há em se vender o terreno, ficar com uma parte e dar a outra à igreja? Ou que mal há em cantar no culto de mãos levantadas e olhos fechados? Nenhum. O mal está na intensão em nossos corações em fazer tudo isto. Assim, devemos a cada dia dar mais lugar ao Espírito para que não sejamos levados por nossa vã maneira de viver.

Deus abençoe a todos.


Marcos Moura

quinta-feira, 7 de março de 2013

O QUE FALTA AOS CRISTÃOS?


Refletindo sobre as características e comportamentos dos cristãos em nossa sociedade e o papel da igreja nesse mundo louco que segue num curso desenfreado para o abismo, vi o quanto estamos distantes daquilo que seria o verdadeiro cristianismo. O número de cristãos cresce a cada dia, mas estes cristãos não tem feito diferença na sociedade. Ouvi um jovem pregador esta semana que dizia uma frase de seu pai: "Se você é cristão, não dá para passar por um lugar e não deixar ali suas marcas". Isto me fez pensar sobre o que nos falta para começarmos a deixar as marcas de Cristo nesta sociedade e o que precisamos entender para que realmente sejamos luz e sal neste mundo.


Vejo igrejas divididas, cristãos guerreando uns com os outros por causa de visões e ministérios. Vejo uma preocupação muito grande com as liturgias, as doutrinas, os cultos, as programações, os retiros e acampamentos, os projetos evangelísticos, as construções e reformas dos templos. Pessoas envolvidas na obra de Deus engajadas em trabalhos e ações da igreja achando que isso tudo é o Reino de Deus. Aliás, vez ou outra nos pegamos dizendo: "Isto ou aquilo é Reino de Deus", como se nós tivéssemos um radar que identifica quais das nossas atitudes ou costumes pertencem ou não ao reino. Assim, respondendo à questão proposta, acredito que o que nos falta é o entendimento pleno do que é o Reino de Deus.

Mas onde está o Reino de Deus?

"E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está dentro de vós. Lucas 17:20-21" Os fariseus não sabiam bem quando viria o reino de Deus. Eles, assim como nós, estavam intrigados sobre esta questão. Nossa ignorância sobre as questões dos Reino de Deus nos faz achar que ele está nas coisas que podemos ver e perceber com os nossos sentidos. Os fariseus preocupavam-se muito com a lei, a arca, o dízimo,o candelabro, o templo, o sacerdote e os sacrifícios pois achavam que o zelo por estas coisas representava um zelo pelo reino de Deus. Temos a tendência de acreditar que o reino de Deus é algo que podemos ver e tocar. Achamos que vir a igreja, os instrumentos, pegar na mão do irmão, vestir a camisa do projeto evangelístico, ter um adesivo no carro, ou um quadro na sala são atributos do reino de Deus. Jesus nos ensina o contrário. O reino de Deus não tem uma aparência exterior ou visível. O reino não está aqui ou ali, ele está dentro de nós. O que precisamos é entender que em qualquer reino quem reina é o rei. Será que o reino dentro de nós é governado por Deus? Será que ele é o senhor de nossas vidas? Ou estamos vivendo com um reino próprio? Onde fazemos primeiro a nossa vontade e buscamos os nossos interesses, usamos Deus como um instrumento para nos beneficiar, achando que Ele nos recompensa pelo que fazemos. O problema dos cristãos é que eles tiraram Deus do controle. Demos um golpe de estado e tiramos Deus do poder. O regime de governo agora é o nosso, não deixamos o Espírito Santo conduzir nossas vidas. Não deixamos o Rei dos reis e Senhor dos senhores reinar dentro de nós.

Já que o reino de Deus não tem uma aparência exterior, qual é a sua aparência?

"Jesus dizia: O reino de Deus é assim como se um homem lançasse semente à terra. E dormisse, e se levantasse de noite ou de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo ele como. Porque a terra por si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga, por último o grão cheio na espiga. E, quando já o fruto se mostra, mete-se-lhe logo a foice, porque está chegada a ceifa. Marcos 4:26-29". Jesus quis nos mostrar com esta ilustração que o reino de Deus não pode ser ser controlado por nós. Quando um homem lança a semente na terra, ele aguarda que esta semente germine. O homem tem a função de arar a terra, lançar a semente e regar. Mas o homem não pode fazer germinar a semente. Muitas vezes achamos que podemos fazer o papel de Deus na igreja. Achamos que os nossos esforços, a nossa capacidade, o nosso intelecto ajudarão ou farão brotar o reino de Deus. Deus é alto suficiente e o seu reino cresce e frutifica segundo a Sua vontade. Andamos enganados achando que somos donos dos trabalhos e ministérios do reino. Queremos apressar as coisas ou conduzi-las para os resultados que nós achamos que seja o melhor,quando quem faz isso é Deus. Além do mais, no reino de Deus tudo tem um tempo determinado por Ele, "primeiro a erva, depois a espiga, por último o grão cheio na espiga (o fruto). Muitas vezes a semente mal germinou, nós já queremos colher os frutos. Precisamos esperar com paciência os frutos do reino de Deus. Os resultados que Ele nos mostrará segundo a sua vontade e no tempo certo.

Por fim, como disse no post anterior o reino de Deus é o nosso grande tesouro:

"Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo. Mateus 13:44" O homem que encontrou o tesouro escondido no campo não ficou triste ou resmungando pelo fato de ter que vender tudo o que possuía para ter aquele campo. Ele faz isso de todo o coração e com alegria. Ele tinha a noção de que aquele tesouro enterrado no campo é maior que todo o tesouro que Ele havia juntado. O que eu acho interessante é que se aquele homem tivesse que pagar pelo tesouro escondido no campo, mesmo que vendesse tudo, não poderia comprar. Mas o tesouro está escondido, assim o preço cobrado pelo campo não leva em conta o seu real valor. O reino de Deus é do mesmo jeito. Não seria possível comprá-lo pelo valor que ele tem escondido, a salvação. Mas o preço cobrado é um preço que podemos pagar. Vender tudo o que possuímos, ou seja, livrar-se daquilo que nos impede de ter a salvação é o preço a ser pago por este campo. O que precisamos fazer para adquirir este campo? Do que precisamos nos livrar? De nós mesmos? "Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á. Mateus 16:24-25"

Concluindo, se quisermos realmente fazer a diferença neste mundo precisamos deixar Deus reinar em nossas vidas e confiar que Ele acrescentará a cada dia o crescimento do seu reino dentro de nós. O que precisamos é simplesmente dar lugar ao Espirito Santo e produzir o fruto. Sabendo que mesmo dura e complicada nossa caminhada, somos apenas forasteiros neste mundo. Nosso campo foi comprado e o tesouro escondido nele foi separado para aqueles que perseverarem até o fim.

Deus abençoe a todos.

Marcos Moura