sexta-feira, 7 de junho de 2013

O BRASIL PRECISA ENTENDER QUE É POR MEIO DA EDUCAÇÃO E NÃO DA MEGA-SENA QUE SE MUDA DE VIDA

Hoje vou falar de um tema que não costumo escrever aqui no meu blog. Mas acho que vale apena expressar meu ponto de vista, se de alguma forma ele puder influenciar alguém a pensar de forma diferente alguns conceitos, ou simplesmente ler e discordar do que eu falarei.  Assim, se você discordar do que vou falar aqui, por favor, deixe seu comentário. Ficarei feliz em apreciar seu ponto de vista e aprender com ele. Bem, o tema de hoje é um pequeno trecho do relatório que enviei à FAPEMA na prestação de contas de um auxílio que eles me concederam para participação em um evento. Assim, o texto está entre aspas.

" [...] Participando da 36ª reunião da SBQ, tive a oportunidade de conversar com alguns pesquisadores de outros estados e nestas conversas pude notar que a pesquisa em nosso país vai muito bem. Temos cada vez mais recursos, cada vez mais artigos publicados e cada vez cresce mais o número de doutores e mestres formados em nossas instituições. Mas o que pude perceber é que muitas destas pesquisas vêm sendo conduzidas sem conexão com o ensino. Assim, temos trabalhos brilhantes, mas tão específicos que acabam fazendo sentido apenas para uma pequena parcela da comunidade acadêmica. Outros pesquisadores, sequer conseguem compreender os aspectos metodológicos e práticos do desenvolvimento destas pesquisas. Pois enquanto a pesquisa vem dando passos cada vez mais largos, o ensino ainda caminha lentamente e não consegue acompanhar este desenvolvimento.
O ideal seria que em nossas IES tivéssemos a oportunidade de aproximar cada vez mais ensino e pesquisa. Num ambiente onde as pesquisas desenvolvidas pudessem ser apreciadas por todos e discutidas por todos. Além disso, a pesquisa deve puxar o desenvolvimento do ensino apresentando novos desafios e aspectos empíricos a serem interpretados e explicados pelas teorias já existentes. Vejo que o fazer ciência não pode deixar esta questão de lado. Pois se continuarmos assim, nossas pesquisas não farão sentido para outros pesquisadores e, o que é pior, o interesse pela ciência tenderá a diminuir cada vez mais nas camadas menos privilegiadas da sociedade. Assim, é preciso fazer pesquisa para suprir a necessidade do nosso povo. Tanto as necessidades de alimentos e saúde, quanto a necessidade de desenvolver um pensamento crítico. Nós, enquanto pesquisadores, somos os responsáveis por levar à nossa gente a esperança de que é por meio da educação e não do “jeitinho brasileiro”, ou malandragens, ou da mega-sena que se muda de vida [...]"

Um grande abraço.

Deus abençoe a todos.


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