quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

ORAÇÃO À MEIA-NOITE

Pai, tem misericórdia de mim. Sou pecador e inclinado a cair todos os dias. Não fosse a tua graça eu não poderia estar aqui diante da Tua Santa Presença.

Senhor, ajuda-me a mim e aos meus irmãos a termos a verdadeira compreensão de quem Tu és, para que possamos Te temer e adorar conforme convém. Obrigado por fazer-nos enxergar que, durante todo o dia, o teu poder governou o universo e a tua força sustentou toda a natureza, fazendo com que todas as leis naturais se mantivessem para a Tua Glória.

Deus, nos faz confiar no teu cuidado e na esperança de que, amanhã de manhã, as tuas misericórdias se renovarão e enxugarão as lágrimas, mesmo que elas durem esta noite inteira. Assim, nos fortalece na tua alegria e na firme esperança da glorificação.

Deus meu e Rocha minha, quão grandes são os teus feitos. Eles manifestam majestade e esplendor. O Senhor é Santo e justo. Porém, eu sou um miserável e imundo pecador. Marcado pela disposição moral de fazer aquilo que não te agrada. Todos os dias viro as costas para Ti e passo a confiar na minha força e capacidade de ação. Pai, me livra do pecado que tão de perto me rodeia. Me liberta da escravidão e da rebeldia contra Ti. Faz-me ver a tua santidade e coloca no meu coração o verdadeiro arrependimento e a disposição para buscar a santificação.

Obrigado por ter me dado o necessário para o sustento neste dia. Ajuda-me na caminhada da fé e no caminho da piedade. Dá-me os meios certos para o trabalho. Coloca no meu coração a maneira certa de amar a minha esposa, filhos, pais, amigos e inimigos.

Os meus inimigos, Senhor! Tem misericórdia deles também. Dá a eles a oportunidade de conhecer a Ti como Aquele que salva. 

Que a tua Graça e a Tua paz cerquem-me esta noite e que a tua vontade seja feita aqui na terra, assim como é no céu.

Pai querido, atende a minha oração. Não por mim, mas pelo amor do Teu Nome.

Em nome de Jesus, amém.


MARCOS MOURA SILVA

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O PERIGO DE SE VIVER NA ZONA DE TRANSIÇÃO ENTRE O CERTO E O ERRADO

Esta semana ouvi um pregador falar sobre pais e filhos. Ele falou como os filhos testam, todos os dias, os limites impostos pelos pais. Sempre querem ir um pouco além daquilo que seus pais permitem ou aprovam. Depois da pregação, fiquei refletindo em como esta relação é parecida com a que temos com Deus. Todos os dias queremos avançar os limites impostos por Deus para as nossas vidas. E é justamente sobre isto que quero falar neste post.

Não sei se vocês vão concordar comigo, mas acredito que o homem vive testando os limites estabelecidos por Deus. Se olharmos para a história de Adão e Eva percebemos este comportamento. Deus permitiu que comessem de todos os frutos do jardim exceto de um. "Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás (Gn 2: 27)". Deus deixa claro os limites para o homem, mas mesmo assim eles desobedecem e comem do fruto proibido. Adão e Eva, enganados pela serpente, acabaram avançando as fronteiras estabelecidas por Deus. Todos os dias pecamos. Mesmo convertidos e transformados, habita em nós o velho homem, que dá as caras de vez em quando. Nossa natureza é corrompida e inclinada para o mal e precisamos lembrar disso constantemente. O problema é que nós, cristãos, em algumas situações, queremos saber até onde vai o limite entre o certo e o errado, entre o que é pecado e o que não é.

Sou professor de EBD e certa vez os alunos foram colocando algumas situações e pedindo que nós, professores, disséssemos o que era pecado ou não. Um deles disse: "Eu estudo para a prova, mas não sei uma das respostas. O colega do lado fala a resposta pra outro colega e eu escuto e agora sei a resposta. Se eu responder a minha prova é pecado?" Achei muito engraçado na hora, mas fiquei pensativo em como somos bons em agir dessa forma. Em querer saber até onde podemos chegar sem que seja pecado. Procuramos justificativas para os nossos erros e negligenciamos o fato de que precisamos lutar a cada dia contra nós mesmos. A bíblia diz: Não cobiçai a mulher do próximo. E nós queremos saber: e se o próximo não estiver próximo? Ou, a bíblia diz que o dízimo é 10%. E se eu devolver 9,9% é pecado ou não? Acredito que fazemos isto pelo fato de estarmos mais interessados em fazer as nossas vontades e alimentar os nossos desejos, do que fazer a vontade de Deus.

Lembro me de uma reportagem que marcou muito a minha infância. Um garotinho foi ao zoológico, ou circo (não lembro) e estava bem próximo à jaula do leão. Num momento de descuido do garoto, o leão veio e o atacou. A força do ataque foi tamanha que o garotinho foi puxado para dentro da jaula. Cresci e aquela reportagem nunca foi esquecida. Sempre que lembro dela, penso no que a palavra de Deus diz: "Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar (I Pedro 5: 8)". Este é o grande perigo de viver na zona de transição entre o certo e o errado. Não é pecado, mas, ao menor descuido, podemos ser arrebatados como aquele garotinho.

Finalizando, gostaria muito de ver os cristãos cada vez mais dispostos a fazer a vontade de Deus e andarem mais próximos Dele. E não buscando uma forma de andarem distantes sem que se sintam culpados. "Aproximai-vos de Deus, e ele se aproximará de vós (Tiago 4: 8)".

Deus abençoe a todos.

Marcos Moura 


domingo, 4 de agosto de 2013

VIVENDO DE UM MODO DIGNO DO EVANGELHO


Eu sempre fico muito intrigado com as histórias da bíblia ao notar que Jesus sempre estava rodeado por multidões. O que mais me impressiona é a forma cuidadosa e carinhosa com que Cristo olhava e se compadecia daquele povo. "E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor (Mt 9: 36)." Hoje pela manhã tive uma rápida conversa com um grande amigo da igreja e falamos rapidamente sobre viver de um modo digno do evangelho. O que seria viver de um modo digno deste evangelho? Meditei um pouco nas palavras deste meu amigo e resolvi compartilhar com vocês um pouco das minhas elucubrações.


Acredito que viver de um modo digno do evangelho de Cristo é ter o mesmo sentimento que ele teve. "De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz (Filipenses 2: 5-8)." Hoje em dia, não vejo muitos cristãos dispostos a se esvaziarem e humilharem-se a si mesmos. Muitas vezes, o que vemos, é um evangelho onde cada vez mais o indivíduo busca por restituição, cura, honra, bênção e promessas. Em algumas situações, as provações e sofrimentos, enfrentados pelos cristãos atuais, não são vistos como uma oportunidade de crescimento e fortalecimento espiritual e sim como maldição ou obra do diabo. Poucos crentes estão dispostos a lavar os pés uns dos outros, a andar mais uma milha, dar a capa e a túnica a quem precisa ou virar a outra face ao ser agredido. Pelo contrário, ouvimos canções do tipo: "quem te viu passar na prova e não te ajudou vai se arrepender..." Queremos Deus para nos colocar no palco e as outras pessoas virem que somos abençoados e ficarem com inveja? Que Cristianismo é este?

Acho que viver de um modo digno do evangelho de Cristo, deve partir de um imitar diário de Jesus, começando pelo amor por aqueles que nos rodeiam. Quando, verdadeiramente, amarmos uns aos outros, tudo fará mais sentido. Os dons espirituais, os cultos, os ministérios, etc. Tudo isso só fará sentido se houver amor (I Corintios 13). Acho interessante olhar para a igreja primitiva e ver que eles deixavam tudo o que tinham aos pés dos apóstolos, pois acreditavam num retornar repentino de Jesus Cristo. Se realmente estivéssemos esperando a volta do Senhor, estaríamos muito mais desapegados ao mundo e as coisas do mundo. E este é o segundo ponto. Viver de modo digno do evangelho é descansar na promessa de que a qualquer momento podemos ser arrebatados e tudo aquilo que ajuntarmos neste mundo, ficará aqui. Assim, não viveremos como quem corre atrás do vento, buscando apenas aquilo que os olhos podem ver. Você acha mesmo que Deus mandou Jesus Cristo descer do céu, morrer na cruz e ressuscitar para que você tenha carro novo, casa, apartamento e celular? Seria anular a obra redentora de Cristo, se você pensasse assim. Viver de um modo digno é aguardar o revelar-se diário de Cristo em nossas vidas. "Como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito."

Por fim, viver de um modo digno do evangelho é entender que quando Jesus nos chamou pra sermos seus discípulos, suas palavras foram: "Aquele que quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me." Assim, não fomos chamados para uma vida das mais fáceis e sim para andarmos pelo caminho apertado e a passar pela porta estreita. Negando todos os dias a nós mesmos e renunciando nossas vontades por amor a Cristo. Carregando nossa cruz sem murmuração. Entendendo que aquilo que Deus me deu pra viver é o melhor pra mim e devo me alegrar no Senhor tanto na abundância, quanto na escassez. E caminhar sobre as pegadas do mestre, lembrando que no final da nossa carreira alcançaremos o maior de todos os tesouros, a vida eterna com Deus.

Deus abençoe a todos.



quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O CRISTÃO E A CULTURA

Muito se discute sobre a relação entre a cultura e a religião. Teriam os jesuítas interferido na cultura dos índios ao chegarem no Brasil? Até que ponto a religião deve influenciar os costumes de um povo e suas manifestações culturais? Sendo mais específico, até que ponto o Cristianismo deve influenciar na cultura e até que ponto e certo ou errada a participação de cristãos em certas manifestações culturais?

Partindo do conceito de cultura, do latim colere, que significa cultivar e segundo Edward B. Tylor, cultura é “aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro da sociedade.” Penso que o fato do pecado ter entrado no mundo, desde o Gênesis, deturpou e deformou o comportamento do homem. Assim, a cultura, como este complexo acima sitado, em alguns aspectos é influenciada por nossa natureza pecaminosa e inclinada para o mal.

De um modo geral, vejo que o cristão tem um papel fundamental de apresentar as verdades do Evangelho, afim de mostrar que alguns dos costumes e práticas da nossa cultura são inadequados. Mas isso não deve ser feito como uma "Santa inquisição" onde nós como donos da verdade apontamos os erros alheios. Devemos pregar o Evangelho lembrando que o Espírito Santo convence do pecado, da justiça e do juízo. Vamos tentar exemplificar com alguns casos da nossa cultura para que fique mais claro.

Em nossa cultura temos alguns costumes que são errados do ponto de vista bíblico. Um destes costumes é o fato de tentarmos levar vantagem sobre tudo e sempre tentar dar "um jeitinho brasileiro" aos problemas e atividades que nos são propostos. Burlar, falsificar, furar a fila, sonegar, tudo isso já faz parte da nossa cultura e muitas vezes nem nos damos conta. Mas a bíblia é muito clara: Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai (Filipenses 4:8). Fiz questão de selecionar este texto, pois ele não vem proibindo nada, mas recomendando que as coisas honestas ocupem os nossos pensamentos. Agindo assim, iríamos contra a cultura do jeitinho brasileiro e da falta de honestidade que tanto vem prejudicando nossa gente.

Um outro elemento da cultura que é muito influenciado pelo pecado, são as manifestações folclóricas. Algumas festas de época, por exemplo o São João, vêm carregadas de idolatria. Outras, como o carnaval, vem regadas à todo tipo de pensamento imoral, perversão sexual, uso de drogas e consumo excessivo de álcool. Não vejo as manifestações folclóricas como um pecado, mas o pecado como um elemento que algumas vezes está ligado ao folclore e outros elementos da nossa cultura.

Mas como o cristão deve agir, uma vez que a humanidade e consequentemente a cultura, estão fortemente associadas ao pecado? Faremos passeatas pedindo o fim do São João, carnaval e dos furos nas filas do terminal de integração? Imaginem uma passeata onde nós, crentes, pediríamos o fim do jeitinho brasileiro. Acho que o caminho não é este. Acredito que temos a responsabilidade de colocar a humanidade no rumo certo. E o rumo certo é a salvação. Não precisamos de passeatas e nem sair por aí apontando os erros e falas das pessoas. O que devemos realmente fazer é apresentar a mensagem de salvação. Uma vez convertidos, verdadeiramente, o Espírito Santo fará a boa obra e mudará as mentes, corações e pensamentos das pessoas. Mudando as pessoas, consequentemente influenciamos na cultura.

Sei que muita gente discute se os cristãos devem ou não participar de festas populares e manifestações folclóricas. Na minha opinião, não há nada que proíba o indivíduo de participar, mas devemos lembrar que as escrituras sagradas devem ser a lâmpada dos nossos pés e a luz dos nossos caminhos. Em outras palavras, os nossos pés devem andar por onde a palavra de Deus nos orientar. Assim, antes de sair de casa, antes de falar qualquer coisa, ou escrever, avalie segundo a Palavra de Deus. Procure conhecer a origem daquela festa ou manifestação folclórica e busque a orientação do Espírito Santo que mora em você.

No mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder.

Deus abençoe a todos
.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O BRASIL PRECISA ENTENDER QUE É POR MEIO DA EDUCAÇÃO E NÃO DA MEGA-SENA QUE SE MUDA DE VIDA

Hoje vou falar de um tema que não costumo escrever aqui no meu blog. Mas acho que vale apena expressar meu ponto de vista, se de alguma forma ele puder influenciar alguém a pensar de forma diferente alguns conceitos, ou simplesmente ler e discordar do que eu falarei.  Assim, se você discordar do que vou falar aqui, por favor, deixe seu comentário. Ficarei feliz em apreciar seu ponto de vista e aprender com ele. Bem, o tema de hoje é um pequeno trecho do relatório que enviei à FAPEMA na prestação de contas de um auxílio que eles me concederam para participação em um evento. Assim, o texto está entre aspas.

" [...] Participando da 36ª reunião da SBQ, tive a oportunidade de conversar com alguns pesquisadores de outros estados e nestas conversas pude notar que a pesquisa em nosso país vai muito bem. Temos cada vez mais recursos, cada vez mais artigos publicados e cada vez cresce mais o número de doutores e mestres formados em nossas instituições. Mas o que pude perceber é que muitas destas pesquisas vêm sendo conduzidas sem conexão com o ensino. Assim, temos trabalhos brilhantes, mas tão específicos que acabam fazendo sentido apenas para uma pequena parcela da comunidade acadêmica. Outros pesquisadores, sequer conseguem compreender os aspectos metodológicos e práticos do desenvolvimento destas pesquisas. Pois enquanto a pesquisa vem dando passos cada vez mais largos, o ensino ainda caminha lentamente e não consegue acompanhar este desenvolvimento.
O ideal seria que em nossas IES tivéssemos a oportunidade de aproximar cada vez mais ensino e pesquisa. Num ambiente onde as pesquisas desenvolvidas pudessem ser apreciadas por todos e discutidas por todos. Além disso, a pesquisa deve puxar o desenvolvimento do ensino apresentando novos desafios e aspectos empíricos a serem interpretados e explicados pelas teorias já existentes. Vejo que o fazer ciência não pode deixar esta questão de lado. Pois se continuarmos assim, nossas pesquisas não farão sentido para outros pesquisadores e, o que é pior, o interesse pela ciência tenderá a diminuir cada vez mais nas camadas menos privilegiadas da sociedade. Assim, é preciso fazer pesquisa para suprir a necessidade do nosso povo. Tanto as necessidades de alimentos e saúde, quanto a necessidade de desenvolver um pensamento crítico. Nós, enquanto pesquisadores, somos os responsáveis por levar à nossa gente a esperança de que é por meio da educação e não do “jeitinho brasileiro”, ou malandragens, ou da mega-sena que se muda de vida [...]"

Um grande abraço.

Deus abençoe a todos.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

SIMÃO, O ILUSIONISTA ILUDIDO


A bíblia é repleta de textos e expressões que parecem antagônicas, mas que tem um único sentido e a mesma direção. Este sentido e direção levam-nos a vida plena e abundante de paz com Deus. Jesus usou muitas destas expressões quando disse: Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á (Mateus 16:25). Outro texto interessante que mostra expressões antagônicas é quando o apóstolo Paulo diz: Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; (1 Coríntios 1:27-28). O que é legal nestas passagens é perceber que o antagonismo de Deus revela sua sabedoria e a mensagem dos textos bíblicos fazem todo sentido para nossas vidas.

O problema é quando nos deparamos com outro tipo de antagonismo. Não o das Escrituras Sagradas e sim aquele referente à nossa natureza (carne x espírito). É preciso encarar que esta batalha existe dentro de nós e é preciso levá-la a sério. O texto de Atos 8:5-25 conta a história de um cara chamado Simão que viveu este conflito. Ele era ilusionista e já havia enganado muita gente em Samaria com seus truques. Mas num belo dia Felipe pregou, ele se converteu e passou a seguir Felipe. Pedro e João estavam em Samaria e impunham as mãos sobre os convertidos para que recebessem o Espírito Santo. Nesta hora Simão viu que poderia tirar proveito daquela situação e ofereceu dinheiro aos apóstolos para que ele também tivesse o dom de impor as mãos sobre as pessoas e elas recebessem o Espírito Santo. Mas Pedro é até duro com ele e diz que não se pode comprar as coisas de Deus. Simão fica temeroso e pede a Pedro que ore a Deus para que tenha misericórdia da sua vida.

É interessante notar que Simão era um cara que se dizia cristão. E creu até o próprio Simão; e, sendo batizado, ficou de contínuo com Filipe; e, vendo os sinais e as grandes maravilhas que se faziam, estava atônito (Atos 8:13). O texto nos revela que Simão estava maravilhado com o que via da parte de Deus na vida e Felipe. Aqueles sinais e maravilhas enchiam os olhos daquele homem. Tudo tão novo, poderoso e diferente das mentiras que ele vivia até então. Muitas vezes estamos na mesma condição de Simão, maravilhados e atônitos com o poder de Deus revelado nas vidas das pessoas ao nosso redor. Seguimos um pastor, um professor, um artista gospel, uma banda ou um ministério, por que achamos ter neles algum tipo de virtude vinda de Deus. Muitas vezes procuramos nos elementos externos aquilo que podemos achar dentro de nós. Porque eis que o reino de Deus está dentro de vós (Lucas 17:21). Não é nos outros que encontraremos as virtudes de Deus, pois ele está disposto a se revelar a você em sua própria vida. Mas pra isso você precisa se despojar de si mesmo e deixar o Espírito Santo controlar sua vida.

Outro aspecto da vida de Simão que se assemelha à nossa é o fato de sempre acharmos que podemos fazer alguma coisa para barganhar as virtudes e bênçãos de Deus. Vendo Simão que o Espírito era dado com a imposição das mãos dos apóstolos, ofereceu-lhes dinheiro e disse: "Dêem-me também este poder, para que a pessoa sobre quem eu impuser as mãos receba o Espírito Santo" (Atos 8:18-19). Simão sabia que poderia tirar proveito daquela situação. Afinal de contas ele já havia enganado muitos sem ter o verdadeiro poder, imagina agora que tem a oportunidade de impor as mãos e as pessoas receberem o Espirito Santo. Não sei se ele fez as contas, mas deve ter imaginado que desse pra lucrar bastante em cima daquele investimento. “Eu ofereço 500 reais aos apóstolos pelo dom e cobro 50 reais das pessoas pelo espírito... acho que em alguns meses terei lucrado bastante.” Ele pode não ter feito, mas nós fazemos todos os dias. Damos o dízimo e esperamos a bênção, fazemos a campanha de 100 dias de oração e esperamos respostas, procuramos essa ou aquela maneira de conseguir a bênção de Deus. Não há nada que possamos fazer é tudo fruto da Graça de Deus. A maior bênção que podemos receber ele já nos deu, a salvação. Se Simão tivesse se dado conta disso, nunca teria oferecido dinheiro aos apóstolos, pois já estaria satisfeito com o que tinha. Nunca estamos satisfeitos, pois ainda não nos demos conta que não precisamos de mais nada.

O fato é que somos cristãos, mas ainda vivemos como Simão. Estamos presos pelo pecado e precisamos nos arrepender todos os dias das nossas falhas. Se não tivermos o coração reto diante de Deus, não teremos parte no seu ministério. Estaremos maravilhados e iludidos, achando que de alguma maneira conseguiremos barganhar nossas bênçãos, assim como Simão. “Você não tem parte nem direito algum neste ministério, porque o seu coração não é reto diante de Deus. Arrependa-se dessa maldade e ore ao Senhor. Talvez ele lhe perdoe tal pensamento do seu coração, pois vejo que você está cheio de amargura e preso pelo pecado (Atos 8:21-23)”. Pedro deixa claro que Deus não pode ser comprado e que a salvação depende do nosso coração estar ou não nas mãos do Senhor. Ou somos cristãos, ou não somos. Não dá pra viver uma vida cristã antagônica entre o que aparentamos ser e aquilo que realmente somos.

Que sejamos inocentes e sábios ao ponto de escolhermos não pecar.

Deus abençoe a todos.

sábado, 20 de abril de 2013

LIÇÕES DO ZÉ NA CASA DE POTIFAR

Gosto muito das histórias da bíblia. As narrativas são muito interessantes e cheias de ação. Em algumas temos romances, outras aventuras, milagres e principalmente vida. Gosto das lições que estas histórias nos trazem. Lições ricas e que nos dão as condições de perseverar até o fim da nossa carreira. Umas das histórias mais legais da bíblia, na minha opinião, é a de José no Egito. E é sobre um trecho desta história que quero escrever neste post.

Gênesis 39 conta a história de José na casa de Potifar. Resumindo, José foi vendido por seus irmãos a um grupo de comerciantes ismaelitas e Potifar, oficial de faraó, o comprou e fez dele o mordomo da casa. José cuidava de tudo na casa, de modo que Potifar só sabia do pão que comia. A mulher de Potifar se engraçou por José, um cara bonito e de bom porte. Mas ele resistiu, até que um dia ela o puxou pela roupa e tentou seduzi-lo. Porém, ele fugiu e suas roupas ficaram com ela. A mulher enfurecida por ter sido rejeitada começou a gritar e acusar José de assedio. Não deu outra, José foi preso e viveu feliz para sempre.

Algumas vezes nos deparamos com situações em que o Diabo nos apresenta tentações e somos levados ao pecado. Outra situação é quando Deus nos coloca alguns mandamento e, sem interferência nenhuma do Diabo, nós tropeçamos. Deixe-me explicar melhor. Deus nos deixa alguns mandamentos que algumas vezes são tropeços em nossas vidas por não obedecermos. Um exemplo foi Jonas. Deveria pregar pregar ao povo de Nínive e não foi. Outro exemplo foi Moisés, que deveria tocar na pedra para que saísse água e deu um golpe na rocha. E tanto na primeira, quanto na segunda situação nós damos desculpas esfarrapadas na tentativa de justificar o nosso erro. Não procuramos o arrependimento e sim uma justificativa para continuarmos pecando sem carregar o peso da consciência.

A história de José, que aparentemente tem um final triste, nos mostra algumas lições importantes quanto ao modo como deveríamos nos comportar não importa em que situação nos encontremos. 

A primeira lição que José nos deixa é que se somos cristãos, não importa onde estejamos temos que fazer diferença. Precisamos ser luz e sal. No Egito, ninguém conhecia Deus, ninguém diria a José: "Você não pode fazer isso, pois você é crente". Mas José não usou isso com desculpa para cair na gandaia e vier dissolutamente. E olha que ele até tinha motivos: só tinha 17 anos, foi vendido pelos irmãos, estava longe dos olhos acusadores da igreja, ou da proteção dos pais. Além disso, começou a trabalhar pra Potifar e virou logo chefe. Qualquer um de nós diria: agora sim, posso fazer o que me der na telha. Mas José escolheu fazer a vontade de Deus. E Deus estava com ele. E isso fez de José um cara bem sucedido. Vendo, pois, o seu senhor que o SENHOR estava com ele, e tudo o que fazia o SENHOR prosperava em sua mão,José achou graça em seus olhos, e servia-o; e ele o pôs sobre a sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha (Gênesis 39:3-4). José fez diferença na casa de Potifar. E nós? Será que nossos pais, professores, chefes confiariam em nós, assim como Potifar confiou em José? Ou andamos tão alheios à vontade de Deus que Ele nem é conhecido por quem nos rodeia em nossos grupos sociais?

Outra grande lição que podemos aprender é que José não teve dificuldade em se posicionar de forma contrária ao pecado. Em outras palavras, ele não teve dificuldade em escolher o lado certo. José não tropeçou no mandamento de Deus quando a mulher de Potifar o assediou. Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como pois faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus (Gênesis 39:9)? Ele sabia que aquele pecado antes de tudo desagradaria o Senhor. Às vezes temos dificuldade com as coisas que deveriam ser normais para nós. José disse: "Como eu conseguiria cometer tamanha maldade?" Em algumas situações temos dificuldades em obedecer a Deus e fazer a sua vontade. Ser honesto, justo, humilde, perdoar, ajudar ao próximo, não mentir, testemunhar, usar os dons espirituais, etc. Estas coisas não deveriam ser um problema para nós. A questão é: Será que estamos tropeçando nas coisas que Deus deixou?

A ultima lição que aprendemos com José nesta história é que algumas vezes não conseguiremos resistir. Nestas horas precisamos ter a sábia atitude de José, fugir. E aconteceu que, falando ela cada dia a José, e não lhe dando ele ouvidos, para deitar-se com ela, e estar com ela, sucedeu num certo dia que ele veio à casa para fazer seu serviço; e nenhum dos da casa estava ali; E ela lhe pegou pela sua roupa, dizendo: Deita-te comigo. E ele deixou a sua roupa na mão dela, e fugiu, e saiu para fora (Gênesis 39:10-12). O texto mostra que constantemente ela o assediava e ele resistia. Mas uma vez ela o "pegou de jeito". José não pensou duas vezes, saiu correndo e deixou aquela mulher sozinha com suas roupas. José resistiu o quanto pode e quando não pode mais, fugiu. Algumas vezes não estamos nem resistindo e muito menos fugindo. Pelo contrário, criamos as condições favoráveis para que o pecado aconteça e nos deixamos levar por nossa natureza inclinada para o erro.

Depois disso José foi preso e Deus o fez prosperar mesmo na cadeia. Não se preocupe se a sua obediência a Deus lhe levar aos piores lugares. Por obedecer a Deus, muitos lhe chamarão de alienado, ou de cego. Quantas vezes José deve ter sido chamado de "Zé mané" pelos outros empregados de Potifar por não ficar com a mulher do chefe? Não sei, mas pode acontecer com você todos os dias por se dizer cristão. Se realmente estivermos dispostos a fazer a vontade de Deus ele será fiel conosco, seja na casa de Potifar, seja na cadeia. Se José não fosse preso talvez nunca chegasse a ser governador do Egito. Então, obedeça ao Senhor e confie na Sua fidelidade.

Deus abençoe a todos.

Marcos Moura.