segunda-feira, 29 de abril de 2013

SIMÃO, O ILUSIONISTA ILUDIDO


A bíblia é repleta de textos e expressões que parecem antagônicas, mas que tem um único sentido e a mesma direção. Este sentido e direção levam-nos a vida plena e abundante de paz com Deus. Jesus usou muitas destas expressões quando disse: Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á (Mateus 16:25). Outro texto interessante que mostra expressões antagônicas é quando o apóstolo Paulo diz: Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; (1 Coríntios 1:27-28). O que é legal nestas passagens é perceber que o antagonismo de Deus revela sua sabedoria e a mensagem dos textos bíblicos fazem todo sentido para nossas vidas.

O problema é quando nos deparamos com outro tipo de antagonismo. Não o das Escrituras Sagradas e sim aquele referente à nossa natureza (carne x espírito). É preciso encarar que esta batalha existe dentro de nós e é preciso levá-la a sério. O texto de Atos 8:5-25 conta a história de um cara chamado Simão que viveu este conflito. Ele era ilusionista e já havia enganado muita gente em Samaria com seus truques. Mas num belo dia Felipe pregou, ele se converteu e passou a seguir Felipe. Pedro e João estavam em Samaria e impunham as mãos sobre os convertidos para que recebessem o Espírito Santo. Nesta hora Simão viu que poderia tirar proveito daquela situação e ofereceu dinheiro aos apóstolos para que ele também tivesse o dom de impor as mãos sobre as pessoas e elas recebessem o Espírito Santo. Mas Pedro é até duro com ele e diz que não se pode comprar as coisas de Deus. Simão fica temeroso e pede a Pedro que ore a Deus para que tenha misericórdia da sua vida.

É interessante notar que Simão era um cara que se dizia cristão. E creu até o próprio Simão; e, sendo batizado, ficou de contínuo com Filipe; e, vendo os sinais e as grandes maravilhas que se faziam, estava atônito (Atos 8:13). O texto nos revela que Simão estava maravilhado com o que via da parte de Deus na vida e Felipe. Aqueles sinais e maravilhas enchiam os olhos daquele homem. Tudo tão novo, poderoso e diferente das mentiras que ele vivia até então. Muitas vezes estamos na mesma condição de Simão, maravilhados e atônitos com o poder de Deus revelado nas vidas das pessoas ao nosso redor. Seguimos um pastor, um professor, um artista gospel, uma banda ou um ministério, por que achamos ter neles algum tipo de virtude vinda de Deus. Muitas vezes procuramos nos elementos externos aquilo que podemos achar dentro de nós. Porque eis que o reino de Deus está dentro de vós (Lucas 17:21). Não é nos outros que encontraremos as virtudes de Deus, pois ele está disposto a se revelar a você em sua própria vida. Mas pra isso você precisa se despojar de si mesmo e deixar o Espírito Santo controlar sua vida.

Outro aspecto da vida de Simão que se assemelha à nossa é o fato de sempre acharmos que podemos fazer alguma coisa para barganhar as virtudes e bênçãos de Deus. Vendo Simão que o Espírito era dado com a imposição das mãos dos apóstolos, ofereceu-lhes dinheiro e disse: "Dêem-me também este poder, para que a pessoa sobre quem eu impuser as mãos receba o Espírito Santo" (Atos 8:18-19). Simão sabia que poderia tirar proveito daquela situação. Afinal de contas ele já havia enganado muitos sem ter o verdadeiro poder, imagina agora que tem a oportunidade de impor as mãos e as pessoas receberem o Espirito Santo. Não sei se ele fez as contas, mas deve ter imaginado que desse pra lucrar bastante em cima daquele investimento. “Eu ofereço 500 reais aos apóstolos pelo dom e cobro 50 reais das pessoas pelo espírito... acho que em alguns meses terei lucrado bastante.” Ele pode não ter feito, mas nós fazemos todos os dias. Damos o dízimo e esperamos a bênção, fazemos a campanha de 100 dias de oração e esperamos respostas, procuramos essa ou aquela maneira de conseguir a bênção de Deus. Não há nada que possamos fazer é tudo fruto da Graça de Deus. A maior bênção que podemos receber ele já nos deu, a salvação. Se Simão tivesse se dado conta disso, nunca teria oferecido dinheiro aos apóstolos, pois já estaria satisfeito com o que tinha. Nunca estamos satisfeitos, pois ainda não nos demos conta que não precisamos de mais nada.

O fato é que somos cristãos, mas ainda vivemos como Simão. Estamos presos pelo pecado e precisamos nos arrepender todos os dias das nossas falhas. Se não tivermos o coração reto diante de Deus, não teremos parte no seu ministério. Estaremos maravilhados e iludidos, achando que de alguma maneira conseguiremos barganhar nossas bênçãos, assim como Simão. “Você não tem parte nem direito algum neste ministério, porque o seu coração não é reto diante de Deus. Arrependa-se dessa maldade e ore ao Senhor. Talvez ele lhe perdoe tal pensamento do seu coração, pois vejo que você está cheio de amargura e preso pelo pecado (Atos 8:21-23)”. Pedro deixa claro que Deus não pode ser comprado e que a salvação depende do nosso coração estar ou não nas mãos do Senhor. Ou somos cristãos, ou não somos. Não dá pra viver uma vida cristã antagônica entre o que aparentamos ser e aquilo que realmente somos.

Que sejamos inocentes e sábios ao ponto de escolhermos não pecar.

Deus abençoe a todos.

sábado, 20 de abril de 2013

LIÇÕES DO ZÉ NA CASA DE POTIFAR

Gosto muito das histórias da bíblia. As narrativas são muito interessantes e cheias de ação. Em algumas temos romances, outras aventuras, milagres e principalmente vida. Gosto das lições que estas histórias nos trazem. Lições ricas e que nos dão as condições de perseverar até o fim da nossa carreira. Umas das histórias mais legais da bíblia, na minha opinião, é a de José no Egito. E é sobre um trecho desta história que quero escrever neste post.

Gênesis 39 conta a história de José na casa de Potifar. Resumindo, José foi vendido por seus irmãos a um grupo de comerciantes ismaelitas e Potifar, oficial de faraó, o comprou e fez dele o mordomo da casa. José cuidava de tudo na casa, de modo que Potifar só sabia do pão que comia. A mulher de Potifar se engraçou por José, um cara bonito e de bom porte. Mas ele resistiu, até que um dia ela o puxou pela roupa e tentou seduzi-lo. Porém, ele fugiu e suas roupas ficaram com ela. A mulher enfurecida por ter sido rejeitada começou a gritar e acusar José de assedio. Não deu outra, José foi preso e viveu feliz para sempre.

Algumas vezes nos deparamos com situações em que o Diabo nos apresenta tentações e somos levados ao pecado. Outra situação é quando Deus nos coloca alguns mandamento e, sem interferência nenhuma do Diabo, nós tropeçamos. Deixe-me explicar melhor. Deus nos deixa alguns mandamentos que algumas vezes são tropeços em nossas vidas por não obedecermos. Um exemplo foi Jonas. Deveria pregar pregar ao povo de Nínive e não foi. Outro exemplo foi Moisés, que deveria tocar na pedra para que saísse água e deu um golpe na rocha. E tanto na primeira, quanto na segunda situação nós damos desculpas esfarrapadas na tentativa de justificar o nosso erro. Não procuramos o arrependimento e sim uma justificativa para continuarmos pecando sem carregar o peso da consciência.

A história de José, que aparentemente tem um final triste, nos mostra algumas lições importantes quanto ao modo como deveríamos nos comportar não importa em que situação nos encontremos. 

A primeira lição que José nos deixa é que se somos cristãos, não importa onde estejamos temos que fazer diferença. Precisamos ser luz e sal. No Egito, ninguém conhecia Deus, ninguém diria a José: "Você não pode fazer isso, pois você é crente". Mas José não usou isso com desculpa para cair na gandaia e vier dissolutamente. E olha que ele até tinha motivos: só tinha 17 anos, foi vendido pelos irmãos, estava longe dos olhos acusadores da igreja, ou da proteção dos pais. Além disso, começou a trabalhar pra Potifar e virou logo chefe. Qualquer um de nós diria: agora sim, posso fazer o que me der na telha. Mas José escolheu fazer a vontade de Deus. E Deus estava com ele. E isso fez de José um cara bem sucedido. Vendo, pois, o seu senhor que o SENHOR estava com ele, e tudo o que fazia o SENHOR prosperava em sua mão,José achou graça em seus olhos, e servia-o; e ele o pôs sobre a sua casa, e entregou na sua mão tudo o que tinha (Gênesis 39:3-4). José fez diferença na casa de Potifar. E nós? Será que nossos pais, professores, chefes confiariam em nós, assim como Potifar confiou em José? Ou andamos tão alheios à vontade de Deus que Ele nem é conhecido por quem nos rodeia em nossos grupos sociais?

Outra grande lição que podemos aprender é que José não teve dificuldade em se posicionar de forma contrária ao pecado. Em outras palavras, ele não teve dificuldade em escolher o lado certo. José não tropeçou no mandamento de Deus quando a mulher de Potifar o assediou. Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como pois faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus (Gênesis 39:9)? Ele sabia que aquele pecado antes de tudo desagradaria o Senhor. Às vezes temos dificuldade com as coisas que deveriam ser normais para nós. José disse: "Como eu conseguiria cometer tamanha maldade?" Em algumas situações temos dificuldades em obedecer a Deus e fazer a sua vontade. Ser honesto, justo, humilde, perdoar, ajudar ao próximo, não mentir, testemunhar, usar os dons espirituais, etc. Estas coisas não deveriam ser um problema para nós. A questão é: Será que estamos tropeçando nas coisas que Deus deixou?

A ultima lição que aprendemos com José nesta história é que algumas vezes não conseguiremos resistir. Nestas horas precisamos ter a sábia atitude de José, fugir. E aconteceu que, falando ela cada dia a José, e não lhe dando ele ouvidos, para deitar-se com ela, e estar com ela, sucedeu num certo dia que ele veio à casa para fazer seu serviço; e nenhum dos da casa estava ali; E ela lhe pegou pela sua roupa, dizendo: Deita-te comigo. E ele deixou a sua roupa na mão dela, e fugiu, e saiu para fora (Gênesis 39:10-12). O texto mostra que constantemente ela o assediava e ele resistia. Mas uma vez ela o "pegou de jeito". José não pensou duas vezes, saiu correndo e deixou aquela mulher sozinha com suas roupas. José resistiu o quanto pode e quando não pode mais, fugiu. Algumas vezes não estamos nem resistindo e muito menos fugindo. Pelo contrário, criamos as condições favoráveis para que o pecado aconteça e nos deixamos levar por nossa natureza inclinada para o erro.

Depois disso José foi preso e Deus o fez prosperar mesmo na cadeia. Não se preocupe se a sua obediência a Deus lhe levar aos piores lugares. Por obedecer a Deus, muitos lhe chamarão de alienado, ou de cego. Quantas vezes José deve ter sido chamado de "Zé mané" pelos outros empregados de Potifar por não ficar com a mulher do chefe? Não sei, mas pode acontecer com você todos os dias por se dizer cristão. Se realmente estivermos dispostos a fazer a vontade de Deus ele será fiel conosco, seja na casa de Potifar, seja na cadeia. Se José não fosse preso talvez nunca chegasse a ser governador do Egito. Então, obedeça ao Senhor e confie na Sua fidelidade.

Deus abençoe a todos.

Marcos Moura.

terça-feira, 9 de abril de 2013

A VERDADEIRA RELIGIÃO

Há quem diga que política, futebol e religião são temas que não se pode discutir sem que haja algum tipo de discordância ou mesmo um conflito ideológico. Bem, vou tentar falar de religião neste post a luz do que venho aprendendo com Jesus desde a minha infância. Assim, acho que temos a oportunidade de discutir e tentar entender o que é a verdadeira religião.

Quando lemos a história de Jesus, contada nos quatro Evangelhos, notamos que há um certo combate aos religiosos da época. Jesus sempre esteve muito mais preocupado com o coração das pessoas do que com a sua religião. É incrível perceber que sempre que era questionado por um religioso (fariseu), Ele dava respostas aparentemente duras, mas que se fossem guardadas poderiam transformar a vida daqueles homens tão cheios de carência espiritual. Em outras palavras, Jesus queria mostrar que o homem não precisa de uma religião e sim da ação do Espírito Santo por meio da salvação. Só Deus pode preencher o vazio espiritual do homem e religião nenhuma é maior que Deus.

Em Mateus 22:35-39 Jesus é interrogado por um dos religiosos daquela época sobre qual seria o grande mandamento da lei de mosaica. É interessante como Cristo resume todos aqueles dez mandamentos em apenas dois, de igual valor. O primeiro é amar a Deus com todo o entendimento, coração e alma. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo (Mateus 22:39). Jesus equiparou os dois mandamentos pois sabia que uma das formas que temos de expressar o nosso amor a Deus é amando ao nosso próximo. Por isso a bíblia nos diz: Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu (1 João 4:20)? É justamente partindo deste ponto que tentaremos entender o que é a verdadeira religião.

As religiões são uma tentativa humana de suprir sua carência de espiritual. Deus criou o homem e o universo para o louvor da Sua Glória. Ele não criou nenhuma religião e disse: "sigam isto". O homem acha que pode fazer alguma coisa para ser salvo, por isso cria as religiões. Mas não há nada que possamos fazer para sermos salvos é tudo fruto da graça. Só precisamos ter fé. Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie (Efésios 2:8-9). Assim, não é pelo que comemos ou deixamos de comer, não é pelo que vestimos ou deixamos de vestir, não é pelo dia ou local de nossas reuniões e nem tão pouco pela denominação que temos que somos salvos.

Então, qual seria a verdeira religião?

Partindo do mandamento deixado por Jesus de amar ao próximo como a nós mesmos, creio que a verdadeira religião é cumprir este mandamento. Se formos capazes de exercer a caridade e amar aos nossos semelhantes seremos realmente religiosos que agradam a Deus. Acho que melhor do que se preocupar com as regras eclesiásticas desta ou daquela religião, é se preocupar com a quantidade de pessoas que passam necessidades nas ruas, hospitais e abrigos. Não consigo compreender que Cristianismo é este, onde igrejas constroem templos gigantescos, cheios de riquezas e glamour e ao mesmo tempo pessoas próximas dali não têm onde passar a noite. Acho que quando começarmos a fazer valer a bíblia como palavra de Deus começaremos a compreender o que diz Tiago: A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo (Tiago 1:27). Ser um religioso puro, aos olhos de Deus, é ter um coração disposto a amar ao próximo.

Mas lembrem-se: Religião não salva ninguém. 

É tempo de aceitar Jesus!

Deus abençoe a todos.

Marcos Moura