É muito bom participar do corpo de Cristo e ser edificado a cada encontro com as aulas da EBD. Tivemos uma conversa sobre a questão das falsas manifestações espirituais dentro da igreja. Temos visto sinais e prodígios, curas e maravilhas, homens que movem multidões quando sobem ao púlpito, cantores que com seus dons e talentos levam milhares de pessoas aos shows de adoração e louvor. Durante aquela aula fiquei me perguntando como podemos identificar em quais destas situações o uso do dom vem de Deus ou não? Como podemos combater as falsas doutrinas e as falsas manifestações espirituais no ceio da igreja? Vimos pelo menos três possíveis estratégias para se combater tal problema e é sobre elas que eu gostaria de falar aqui neste post.
Antes de falarmos da solução, precisamos entender de qual problema estamos tratando. No final do sermão da montanha Jesus dizia: Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Naquele dia muitos hão de dizer-me: Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade (Mateus 7:21-23). Estas palavras de Jesus são muito claras quanto a existência de pessoas manifestando dons sem que estejam sendo usadas pelo Espírito Santo. O que ocorre é uma falsificação espiritual de alguns membros da igreja. Pessoas cheias de poder, fazendo sinais e maravilhas em "nome de Jesus", mas que não são conhecidas por Ele. Na verdade, são lobos em pele de cordeiros. Estes indivíduos prestam um desserviço ao reino de Deus, pois no corpo de Cristo (a igreja) eles são como células cancerígenas que adoecem e matam o corpo. Tais pessoas precisam ser confrontadas e evangelizadas. Precisam se converter.
Outro problema que precisamos combater em nosso meio é a hipocrisia. A bíblia nos trás em Atos 5 a história Ananias e Safira. Eles venderam um terreno por um determinado valor, guardaram uma parte do dinheiro da venda e em seguida foram até Pedro com o restante da grana e entregaram na igreja como se aquele valor fosse tudo o que eles haviam conseguido com a venda. O problema não foi o quanto eles deram e sim a intensão pela qual eles depositaram aquele valor. Queriam ser vistos como os estimados irmãos que venderam tudo o que tinham e entregaram a serviço do reino. Muitos cristãos estão envolvidos na obra de Deus por motivos errados. Muitas vezes por vaidade, ou simplesmente para que sejam notados e tenham os seus egos massageados pelos elogios. Ou para que sejam vistos como pessoas espirituais e com um coração bom. O problema é que quando agimos assim, negligenciamos ou diminuímos a obra de Deus. Não somos verdadeiros em nossas ações. E apesar de parecer algo que fará um grande bem ao Reino de Deus, no final das contas trará prejuízos. Além do mais, assim como os falsos profetas, o fim daqueles que fazem a obra do Senhor com hipocrisia pode ser tão triste quanto o de Ananias e Safira, que morreram quando Pedro os revelou que já sabia da sua mentira.
Mas como podemos identificar combater a falsidade espiritual em nossas igrejas?
A primeira estratégia é a leitura da palavra de Deus. Como combateremos as falsas doutrinas e os ensinamentos errados se não conhecemos a verdade? E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (João 8:32). Só conseguiremos identificar as falsas doutrinas se tivermos conhecimento da verdade. Muitas vezes somos cristãos a tanto tempo que nos limitamos a viver a vida cristã sem buscar a leitura da palavra de Deus. Como se as informações adquiridas até aqui nos fossem suficientes para caminharmos. Há um grande risco em não se ler constantemente as escrituras. Podemos nos perder em nossa caminhada. Pois em Salmo 119:105 nos diz que a palavra de Deus é como lâmpada para os nossos pés e luz em nossos caminhos. Ovelhas caminhando por caminhos escuros são alvos fáceis para os predadores. Cristão que não ler a palavra é facilmente levado por qualquer vento de doutrina.
A segunda estratégia é analisar os frutos produzidos por aqueles que desenvolvem os ministérios em nossas igrejas. Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos (Lucas 6:44). Muitas vezes nos enganamos por achar que pessoas capazes de realizar manifestações poderosas dentro da igreja são as mais espirituais. Mas não é o poder no exercício dos dons que garante altos níveis de maturidade e espiritualidade. A própria igreja de Corinto possuía em seu meio todos os tipos de dons, porém o apóstolo Paulo os chama de carnais e meninos da fé. Assim, não importa quanto poder estas pessoas demonstrem em nosso meio. O que precisamos atentar é para os seus testemunhos, pois o que vai garantir que os dons exercidos por elas vêm de Deus não é o dom em si e sim o fruto do Espírito nelas. O fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (Gálatas 5:22).
Por fim, acredito que o ultimo passo é nos sujeitarmos à autoridade do Espírito Santo que habita em nós. Devemos deixar de fazer as nossas vontades e passar a fazer a vontade de Deus. Se nos sujeitamos a autoridade do Espírito Santo podemos identificar, em nós, possíveis desvios. Muitas vezes procuramos identificar a hipocrisia em nossos irmãos, nas pessoas que estão ao nosso redor e nos esquecemos de fazer uma auto-análise. Identificar tais pecados em nós não é muito fácil, pois muitas vezes estes pecados caminham muito perto do limite entre o certo e o errado. Que mal há em se vender o terreno, ficar com uma parte e dar a outra à igreja? Ou que mal há em cantar no culto de mãos levantadas e olhos fechados? Nenhum. O mal está na intensão em nossos corações em fazer tudo isto. Assim, devemos a cada dia dar mais lugar ao Espírito para que não sejamos levados por nossa vã maneira de viver.
Deus abençoe a todos.
Marcos Moura
Por fim, acredito que o ultimo passo é nos sujeitarmos à autoridade do Espírito Santo que habita em nós. Devemos deixar de fazer as nossas vontades e passar a fazer a vontade de Deus. Se nos sujeitamos a autoridade do Espírito Santo podemos identificar, em nós, possíveis desvios. Muitas vezes procuramos identificar a hipocrisia em nossos irmãos, nas pessoas que estão ao nosso redor e nos esquecemos de fazer uma auto-análise. Identificar tais pecados em nós não é muito fácil, pois muitas vezes estes pecados caminham muito perto do limite entre o certo e o errado. Que mal há em se vender o terreno, ficar com uma parte e dar a outra à igreja? Ou que mal há em cantar no culto de mãos levantadas e olhos fechados? Nenhum. O mal está na intensão em nossos corações em fazer tudo isto. Assim, devemos a cada dia dar mais lugar ao Espírito para que não sejamos levados por nossa vã maneira de viver.
Deus abençoe a todos.
Marcos Moura